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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
O canto do Concriz
O Concriz é um grupo de poetas, recitadores e afins, que, todos os
dias da semana, se reúne para estudar literatura, especialmente poesia.
Desde 2007 o grupo vem realizando um dedicado trabalho de recitais,
ensaiando e apresentando diferentes performances poéticas, em várias cidades,
projetos e eventos.
Muitas pessoas perguntam de onde veio o nome do grupo. A palavra
concriz denomina um pássaro comum na paisagem árida do sertão, também
conhecido como sofrê, ou corrupião.
Vive na caatinga e nas zonas descampadas áridas. Alimenta-se de frutos, sementes e pequenos invertebrados. Aprecia a seiva das flores e o fruto do mandacaru. Rouba o ninho de outras aves, ocupando os vazios ou enxotando os donos e jogando seus filhotes no chão. A fêmea põe cerca de 3 ovos chocados durante duas semanas.
Vive na caatinga e nas zonas descampadas áridas. Alimenta-se de frutos, sementes e pequenos invertebrados. Aprecia a seiva das flores e o fruto do mandacaru. Rouba o ninho de outras aves, ocupando os vazios ou enxotando os donos e jogando seus filhotes no chão. A fêmea põe cerca de 3 ovos chocados durante duas semanas.
Mas foi no ensaio de um recital, quando os recitadores se depararam com um poema de José Inácio Vieira de Melo, que a palavra surgiu, causando uma pergunta de uma criança integrante do grupo: o que é concriz?
Mais tarde, este seria o nome pelo qual se batizaria a turma de recitadores e amantes de poesia.
Mais tarde, este seria o nome pelo qual se batizaria a turma de recitadores e amantes de poesia.
“Nas asas de
um concriz
Sentir as
delícias do vento [...]
JIVM
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Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília Meireles
